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Chamada referente ao próximo livro da Compós

Comissão Editorial
André Brasil
Eduardo Morettin
Maurício Lissovsky

CHAMADA LIVRO COMPÓS 2013

TÍTULO: VISUALIDADES HOJE

EMENTA:

Se podemos constatar a configuração de um novo regime do visível, não há consenso em torno dos traços e motivações – estéticos, sócio-culturais, políticos e tecnológicos – que o constituiriam. Parte daí a proposta editorial do próximo livro da Compós, a ser lançado em 2013, sob o título de Visualidades hoje. O plural, nesse caso, não é fortuito e indica o caráter heterogêneo e diverso das transformações em curso, assim como das perspectivas e modos de abordagem.

Como escreve Jonathan Crary (Techniques of the observer, 1992), se há de fato uma mutação na natureza da visualidade, seria preciso identificar quais formas estão sendo deixadas para trás. Quais linhas de continuidade e descontinuidade permitem relacionar a visualidade contemporânea aos modos anteriores de organização do visível?

O próprio autor sugere um caminho: em primeiro lugar, trata-se de articular os problemas da representação visual às práticas sociais e discursivas, às mutações dos saberes e aos dispositivos engendrados por estes saberes. Nesse sentido, a visualidade se refere não apenas à imagem (a seus elementos formais e expressivos), mas também a um olhar (historicamente constituído e situado).

A reflexão de Crary somava-se a noções como de espetáculo (Guy Debord), vigilância (Foucault), simulacro (Baudrillard), olhar nos estudos de gênero, e à chamada nova história da arte, à Bildanthropologie, e à retomada de Benjamin e da tradição frankfurtiana no contexto dos estudos visuais, dando origem a uma concepção alargada de visualidade.

O campo da Comunicação é um lugar privilegiado para explorar isto que JTW Mitchell acabou por chamar de “virada pictórica” (MITCHELL, Picture Theory, 1994): como mapear e pensar criticamente este novo regime do visível? Se há traços que garantem a singularidade do momento atual, em que medida já estão presentes na própria visualidade moderna ou em regimes escópicos ainda mais remotos? Em que medida os problemas colocados pela visualidade nos ajudam a compreender melhor os processos culturais e sociais contemporâneos?

Tendo em vista estes pressupostos, eis algumas linhas de investigação sugeridas:

1. O desenvolvimento dos modelos de simulação, híbridos de imagem e objeto, que crescentemente constituem as pesquisas científicas, as estratégias pedagógicas, assim como as práticas cotidianas (nos domínios da informação e do entretenimento).

2. A produção estética com dispositivos de natureza pós-fotográfica, as formas expressivas nascentes e os modos de experiência estética que elas sugerem. As continuidades, rupturas e hibridações em relação à produção com imagens fotográficas, em sua permanência hoje.

3. O considerável aumento da produção e circulação de imagens, que passam a ser espaço de performance da subjetividade, em uma reconfiguração dos limites entre as esferas pública e privada. A crescente centralidade da produção amadora de imagens e sua circulação difusa, constituindo um espaço de produção social que tem sido, em contrapartida, objeto de gestão e regulação por parte das empresas.

4. A produção de novos “efeitos de real”, diferentes daqueles definidores da fotografia e do cinema. Nesse mesmo sentido, as rearticulações possíveis entre os domínios da ficção e do documentário nos diversos âmbitos da produção audiovisual.

5. O uso das imagens em estratégias de vigilância e controle, legitimadas pela retórica do risco e da insegurança.

6. A emergência de novos sujeitos (individuais e coletivos) produtores de imagem, que, por meio delas, ganham visibilidade na cena pública, e que, em alguns casos, confrontam a visualidade ocidental a outras, provenientes de culturas e “cosmologias” distintas.

7. A articulação entre os regimes da visualidade contemporânea – e os novos estados da imagem – com os cenários e dispositivos midiáticos que marcaram o imaginário do século XX, como a notícia, o cinema e a televisão.Os “contrapelos”, sobrevivências, anacronismos e resistências que permitem pensar, em sua heterogeneidade e inacabamento, a historicidade destes processos.

ELEGIBILIDADE:

Os textos serão analisados segundo a pertinência, a relevância e a contribuição para a matéria. Serão aceitos para seleção artigos de pesquisadores doutores e de doutorandos (vinculados ou não a PPGs em Comunicação) dentro do prazo e segundo as especificações formais abaixo indicadas.

PRAZO PARA ENVIO DE ARTIGOS: 15 de NOVEMBRO de 2012

NORMAS DE FORMATAÇÃO:

Será adotado o mesmo modelo de submissão de textos do encontro anual da Compós (ver no site http://www.compos.org.br ), com exceção do tamanho, ampliado para textos entre 6 e 8 mil palavras, incluindo resumo, notas e referências bibliográficas.

ENDEREÇO PARA ENVIO DOS TRABALHOS:

Os trabalhos deverão ser enviados para o email composlivro2013@gmail.com

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